Arquivo Março, 2008

Lágrima

Os meus olhos ficam enevoados pela
Lágrima presa na teia das pestanas.
Humedece-me o olhar, descobre o meu verde
E abafa o brilho que me despertas.
Em vão, tento secá-la com
O sorriso que me rasgas.
Quando penso o quão longe estás,
Que braços te enroscam,
Que calor te aquece, que beijos
Te cobrem e em que lençóis te envolves…
Que estás muito além do que desejo:
A um simples toque da minha vontade…
As pestanas tocam-se, namoram-se
E soltam a lágrima que apaga
O sorriso e me percorre o rosto,
Desaguando nos meus lábios;
Antes húmidos pelo deslizar da tua língua.
O cristal da minha lágrima, desenfreada,
Reflecte a dor que ostento e me consome,
Em busca do meu porto de abrigo: a tua marina.
Depara-se com um oceano vazio, finta-o, e mergulha
Apenas nas recordações que te exigem.
A minha lágrima segue-te sem saber
Por e para onde navegam as tuas águas.
A minha lágrima é o fruto salgado de um sofrimento
Recheada pelo doce desejo que te deposito. É a plena
Vontade de saber para onde empurras o teu destino
E se ele caminha de mão dada com o meu.
Sem bússola, renasço de um mar revolto e
Reencontro-me no farol do teu olhar.
Enleio-me na seiva que te percorre o corpo
E é lá que desaguo o meu desejo, traduzido na
Saliva que te polvilha de gotas de mel.

Não precisam de ensaios, nem de guiões. Basta soltarem a falta de civismo, educação, princípios, para que a escola que os devia formar, sirva, afinal, de palco a actos vândalos por parte de alunos. Mais parece uma selvajaria.
Imagino que estes episódios não sejam tão recentes quanto as notícias fazem crer. A verdade é que são, agora, […]

Vontade

Entrelaço-me nas lembranças
Que desaguam na vontade de te
Ter enroscado nos meus braços.
Uma vontade de que fico refém;
Uma vontade que rasga pudores,
Se despe de preconceitos e é
Célere no teu encontro.
Uma vontade que implora que
Sorvas o suor que, em gotas de mel,
Espelha o desejo que os teus olham me lançam.
Uma vontade que nem sente a
Sombra de te ter perto.
Uma vontade esmagada
Pela tua ausência.
Uma vontade que grita em surdina,
Traduzida em gestos que choram
Por te querer e não te ter.

Um cronista do jornal Expresso, Daniel Oliveira, foi condenado a pagar dois mil euros a Alberto João Jardim. O motivo? Numa das suas crónicas, Daniel Oliveira chamou palhaço ao líder madeirense, que apesar de chamar nomes a quem lhe apetece, não gostou que o feitiço se virasse contra o feiticeiro. É um direito que lhe […]

Extraordinário o pretexto invocado pelo Ministério Público (MP) para que os pais de Maddie não sejam novamente sujeitos a interrogatório: «O procurador entendeu que a diligência era inútil e uma perda de tempo porque os pais poderiam recusar responder às perguntas, direito que a lei portuguesa confere aos arguidos». A Polícia Judiciária (PJ) manifestou a […]

…mas para leccionar. Soube-se, na semana, que o ex-primeiro-ministro inglês vai dar um curso de «fé e globalização», na Universidade de Yale, nos EUA, ao mesmo tempo que, ainda este ano, pretende inaugurar a Blair Faith Foundation, cujo intuito é promover a paz entre judeus, cristãos e muçulmanos. É mesmo necessário engrossar o número de […]

Tem idade de criança, mas o sofrimento que causa é gigante. Faz hoje cinco anos a guerra encetada pela América no Iraque. Um conflito que mais não faz do que retirar a vida a milhares de pessoas, sendo que os dados apontam entre 130 mil e um milhão de iraquianos, que morreram por conta deste […]

Igualmente…

Indescritível é o
Gozo
Unico que
Ambos
Libertamos no
Momento em que nos
Enleamos,
Nos
Tocamos
Enfurecidamente.

Poemas…

Os meus seios içam ao
Ritmo que o teu sexo cresce.
Calas a sede de te querer, penetrando-me.
Encetas uma avalanche de sentires e,
Juntos, compomos o hino do desejo.
Enquanto a tua respiração ofegante delata
Prazeres inconfessáveis, sussurrando
No meu ouvido, eu deslizo poemas
De saliva no rascunho do teu corpo.
O significado do verbo que inspiras
Traduz a língua dos teus gestos
Em convulsões de sentidos.
Poemas que se refugiam no perfume da tua pele;
Poemas cunhados no altar do teu corpo, ostentando-o;
Poemas que confessam intenções de “pecado”;
Poemas que invocam a linguagem do desejo;
Poemas que testemunham a fúria de te sentir;
Poemas que falam a língua do meu beijo…sem tradução!

Sente-me!

Inspiras-me! O meu corpo treme
Só de pressentir a tua lembrança.
Quero-te agora, neste minuto… Parar
O tempo e ensurdecer o mundo com
A voz dos nossos gemidos.
Quero as tuas mãos a procurarem-me,
Passearem-me numa fúria sem limites,
Que rasga caminho à vontade de nos amarmos.
Quero sentir o teu sexo penetrar no meu,
Enquanto os nossos olhares se fixam, amando-se.
Quero a tua língua a refrescar o meu corpo e os
Meus seios que se erguem ao deslizar do teu toque.
Quero que desvendes os meus segredos,
Sacies o meu desejo, que me embales ao
Compasso das tuas vontades e que
O teu olhar espelhe a bravura do
Nosso orgasmo sentido a uma só voz.