Arquivo Março, 2008



Poemas…

Os meus seios içam ao
Ritmo que o teu sexo cresce.
Calas a sede de te querer, penetrando-me.
Encetas uma avalanche de sentires e,
Juntos, compomos o hino do desejo.
Enquanto a tua respiração ofegante delata
Prazeres inconfessáveis, sussurrando
No meu ouvido, eu deslizo poemas
De saliva no rascunho do teu corpo.
O significado do verbo que inspiras
Traduz a língua dos teus gestos
Em convulsões de sentidos.
Poemas que se refugiam no perfume da tua pele;
Poemas cunhados no altar do teu corpo, ostentando-o;
Poemas que confessam intenções de “pecado”;
Poemas que invocam a linguagem do desejo;
Poemas que testemunham a fúria de te sentir;
Poemas que falam a língua do meu beijo…sem tradução!