Comemoração marcada por “gaffe”
Publicado por Liliana Fernandes a 10 Junho 2008 em Artigos recentes.Ontem, foi o primeiro dia de comemorações do Dia de Portugal, cuja sede oficial para o efeito é a cidade de Viana do Castelo. Cavaco Silva enalteceu o “imenso capital social e humano”, do País, com “uma história feita de determinação e engenho”. Sugeriu, ainda, que o país acolha os emigrantes que pretendam regressar, como factor de desenvolvimento para Portugal.
Até aqui, o discurso corria de feição. Porém, quando se dirigiu aos jornalistas, Cavaco Silva foi, mais uma vez, o mentor de uma gaffe e, desta vez, naa teve a ver com conjugação verbal. Antes, referiu-se ao 10 de Junho como “dia da raça”, que nais não é do que o nome oficial deste dia até ao 25 de Abril de 1974! O Presidente da República apressou-se a dizer que não comentava a paralisação de camionistas porque “Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.
Quem se insurgiu contra a expressão ditatorial foi o, sempre atento, Bloco de Esquerda (BE), que, através de uma nota enviada aos meios de comunicação social, manifestou a sua “perplexidade”, tratando-se de uma “terminologia racista e segregadora do Estado Novo”. Para repor o significado, que entendem justo para o dia de hoje, o BE afirma que é dever de Cavaco Silva, perante todos, “esclarecer o que entende ser o espírito do 10 de Junho”. Esperemos, para ver se assim será!
Entretanto, pergunto: é desta forma que Cavaco Silva pretende apelar ao interesse dos jovens pela política? Ele que se espantou com a falta de conhecimento de uns e mostrou-se preocupado pela camada jovem não se interessar por política?
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