Em que ficamos?
Publicado por Liliana Fernandes a 18 Fevereiro 2008 em Artigos recentes.Pedro Santana Lopes aceitou o convite da SIC para explicar a polémica que envolve o seu nome em alegado favorecimento ao Estoril-Sol. Na realidade, esperei por uma explicação plausível, mas mais não vi do que Santana abanar várias vezes o jornal Expresso, dizendo que tinham usado o seu nome indevidamente. No fundo, ficou a saber-se que o até o pai do social-democrata, no jantar em que comemorava 75 anos, pediu explicações ao filho! Para o assunto sério exigia-se, no mínimo, uma explicação adequada.
Todavia, negou ter interferido em qualquer benefício para Estoril-Sol, afirmando apenas que o governo então por si liderado - enquanto ex-Primeiro-ministro - apenas aprovou uma alteração à lei do jogo de carácter geral e sem efeitos retroactivos. O actual líder parlamentar do PSD considerou «razoável» que a Estoril-Sol fique com a posse do edifício do actual Casino de Lisboa, dizendo que as contrapartidas foram negociadas pelo executivo de Durão Barroso.
Hoje, Durão Barroso negou que algum elemento do seu exceutivo tenha favorecido «ilegitimamente» a Estoril-Sol sobre a posse do Casino de Lisboa. Afinal em que ficamos? A razão recai sobre o Presidente da Comissão Europeia ou sobre Pedro Santana Lopes, cujo nome foi avançado Sábado passado pelo jornal Expresso, como tendo o seu exceutivo, pela mão do então Ministro do Turismo, Telmo Correia, «mudado a Lei do Jogo a pedido da Estoril-Sol»?
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