Escutas VS jornalistas?
Publicado por Liliana Fernandes a 8 Novembro 2007 em Artigos recentes.Prometo não me alongar neste artigo que, no fundo, mais não é do que a exposição de uma dúvida: foi recentemente noticiado que o Governo tinha intenção de autorizar que o Serviço de Informações e Segurança (SIS) fizesse escutas sem prévia autorização e fiscalização do Ministério Público.
O estatuto e o código deontológico do jornalista são claros quanto ao facto deste não estar e não ser obrigado a revelar as suas fontes, mesmo que em juízo. Porém, as escutas telefónicas permitirão identificar essas mesmas fontes. Não será uma incoerência? Qual é o sentido? E mais importante: por onde passa a solução? Não falar ao telefone?
No caso das escutas citadas nos jornais, o Ministério Público e a PJ colocam a cabeça na areia. Quem tem acesso às escutas? E quem manipula a opinião pública, colocando-as nos jornais?
Liliana,
O governo tem a intenção de evitar que se saiba que existem escutas ilegais feitas a jornalistas e outros, há tempos sem fim e sem controle. Este será o conteúdo, digo eu.
Quanto à forma .. bem, quanto à forma, só vai para a politica (e consequentemente para os governos) quem sabe fazer embrulhos bem feitinhos com palavras e lacinhos. Incoerência, sentido, solução? Concentre-se nos embrulhos. E não descure o pormenor dos lacinhos.