Fez-se justiça!

Em Julho do ano passado não houve órgão de comunicação social que não desse conta do caso da socióloga que tinha sido raptada, roubada e encontrada morta na bagageira do próprio carro.

O casal de namorados suspeito ficou em prisão preventiva e é detidos que vão continuar. O Ministério Público (MP) pediu 20 anos de cadeia para o indivíduo, enquanto o advogado que representava a família da vítima insistia na pena máxima; para ela o MP pediu sete anos. A leitura do acórdão, que dava a conhecer a sentença, aconteceu ontem. Sabe-se, por isso, que o arguido foi condenado a 22 anos de prisão e a um pagamento de indemnização à família da vítima no valor de 371 500 euros; enquanto a namorada foi condenada a sete anos e, também, a pagamento de indmnização, embora de valor mais diminuto.

A família da socióloga não esconde que o desejável seria a morte, mas afirma-se satisfeita com a condenação.

A gosto afirmo que, para muitos casos, sou a favor da pena de morte. Este é um deles. Tive acesso ao relatório de acusação do MP e trata-se, de facto, de um crime hediondo, horripilante devido aos contornos de malvadez que o caracterizam.


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