Limites, para quê?

Esta foi a pergunta com que mais tropecei esta manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço. Cruzei-me com pessoas que chegaram ao trabalho furiosas e, desta vez, não pelas filas de trânsito intermináveis, mas pelos limites de velocidade impostos em algumas zonas da cidade. Ao fim de seis meses, foi activado o sistema de radares. Quem passar do limite…

Hoje, muitas pessoas reclamavam que não se justifica andar a 50 em zonas e vias onde é aceitável acelerar um pouco mais , justificando que é igualmente seguro andar a 60 ou pouco mais.

Aprende-se no código que dentro das localidades o limite máximo permitido é 50. O que enfurece as pessoas? Quem estará errado: as próprias ou o limite de velocidades? Todavia, também vi pessoas despreocupadas com esta imposição, preparando-se para infringi-la. Não sei de que zonas falam e a que se referem. Não posso avançar para uma (dis) concordância. Não é isso que motiva este artigo.

Na realidade, se não estivessemos em Portugal, confesso que não me admirava. Por cá, cada vez que é imposto algo o primeiro pensamento das pessoas é “como posso escapar a isto?”. Apresento-vos diversos exemplos. Senão vejamos: a maioria tenta fugir aos impostos, não pagando; como resultado de uma multa, tenda obter-se o perdão; aos tribunais tentam iludir e, para terminar, os concursos e empregos só funcionam para quem usufrui de “factor C” - vulgarmente chamado de “cunha”. Por este andar, os limites de velocidade são só para os tolos, como eu.

Neste país nada é levado a sério. Nem mesmo a avalanche de queixas que vai nascer como forma de protesto aos radares. Para a frente andamos e logo veremos.

Para contra-gosto dos muitos automobilistas, o melhor é começarem a mentalizar-se em cumprir a velocidade recomendada.


3 Responses to “Limites, para quê?”

  1. 1 Fernando Penim Redondo

    Acho que terás interesse em conhecer a Petição que lancei no meu blog para, pelo menos, passar os limites de 50 para 80 km/h.

    Vai a: http://www.dotecome.com/saltar-novidades.htm

  2. 2 Paulo Santos

    Não vivo em Lisboa, mas é de facto ridiculo esta situação, ou parece que os senhores que decretam estas normas ou seguem em helicopteros, ou andam de carro mas com escolta a abrir o transito ou ainda nos veiculos onde transitam não as respeitam, não as praticam, ou pior exigem que nós as respeitemos e eles quando prevaricam não são sancionados como nós comuns Contribuintes, como já é do conhecimento publico! a situação é quase impraticável. Exigem fluência criam-se ou ficam por criar soluções e deparamo-nos com absurdos desses! A realidade exige uma solução humana real e não utópica e de autentica Caça à Multa!!!

  1. 1 glamour-agency

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