Obrigada a todos!
Publicado por Liliana Fernandes a 29 Outubro 2007 em Artigos recentes.No dia 3 de Setembro inaugurei sintonia das palavras. Fi-lo por razões que ainda hoje não consigo enumerar, mas confesso que pensei “ninguém vai ler isto”. Ingenuidade. Talvez quisesse refugiar-me numa pseudo-protecção de um qualquer motivo incógnito. Gostoecontragosto está acessível a qualquer pessoa que deambule pela internet. Nem que fossem os amigos ou conhecidos, o certo é que leitores não faltariam. Admito, porém, que jamais imaginei que fosse a avalanche de visitas e revisitas que tem sido.
Hoje, agradeço a (des) conhecidos e amigos o apoio que me têm dado; as críticas que tecem e o incentivo para não quebrar a melodia de sintonia das palavras. Sei que a maioria ficou surpreendida ao ler aqueles “poemas”, mesmo as pessoas que me conhecem há anos ou desde sempre. Falo-vos também de uma irmã e de uma grande amiga. A discrição por que faço questão de pautar a minha vida levou-me a nunca revelar o outro lado das palavras. Ainda assim, há “poemas” que escrevo e não saem da gaveta, ganhando voz uma única vez: quando te leio. A ti, um obrigada especial pela paciência que me dedicas. Bem haja!
Aliada às críticas surgem, essencialmente, duas questões: “para quem escreves?”; “quem te inspira? “. Respostas que só uma pessoa conhece e assim vai manter-se. Por ela, por mim e por nós. Como diz uma amiga a meu respeito “reserva e privacidade são os teus sobrenomes”. A identidade da pessoa responsável pelo que escrevo é irrelevante para a essência do que as palavras suspiram e em nada acrescenta ao que o leitor sente. É um rosto cativo no meu ser e que sorri indiferente à minha existência. O que está ao vosso alcance é escrito para todos aqueles que apreciam o que rabisco.
Quanto aos mais…”exigentes” perguntam, antes de tudo, para quando um livro. Gosto de sonhar com os pés assentes. Até lá, folgo em saber - ainda que não seja esse o meu objectivo - que sintonia das palavras vos desperte para sensações inexploradas, virgens de toque e vos acicate as emoções. Como de resto, alguns me confessam.
Devem compreender que, por mais simples que pareça, e por amadora que seja, a poesia é exigente. Por isso, a irregularidade de sintonia das palavras impera-se. Por mais que o papel (escrevo sempre à mão, num qualquer papel e risco, e risco…) implore a vontade, ela sai por si só, quando assim o entender. Não adianta forçar. Há vezes em que as palavras estão tão presas que nem o som lhes consigo ouvir. Tento desenhá-las, mas em vão. A tua ausência impede que ganhem forma. Todavia, como referi: há “poemas” que não saltam do papel para a ribalta de gostoecontragosto.
É com gosto que agradeço a forma agradável com que abraçaram sintonia das palavras…e quem ainda não teve oportunidade de perceber o que é, basta fazer um clique na secção sintonia das palavras, a laranja, em cima, junto das restantes secções.
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