Ontem…dia em cheio

Por falta de tempo, ainda não me foi possível escrever sobre o caso da pequena Madeleine. Lá iremos. Antes, estão os acontecimentos de ontem.

O Sargento Luís foi solto após mais de cem dias detido preventivamente. Viu a pena reduzida, suspensa, tendo, por isso, sido posto em liberdade. No meu entender, já foi tarde. Não estou a falar do que fez ou não fez. Do que motivou ou não a detenção. Todavia, sabe-se que o principal móbil da detenção foi o facto de não referir o paradeiro da pequena Esmeralda. A esposa bateu o pé e tomou a mesma atitude. Entregou-se meses depois. E aqui está o cerne da questão: se a esposa apresentou-se às autoridades, dando conta do paradeiro da menina, porque manter o Sargento preso? Pior: foi-lhe entregue a guarda provisória, embora o pai biológico pudesse visitar a filha. Ora, entregam a guarda a alguém que ainda está detido? Incoerência, não?

 A par desta libertação, deu-se a “queda” da Câmara Municipal de Lisboa, como, de resto, era de esperar. Avizinham-se eleições, mas até lá avançam-se com nomes para assumir a presidência.

É um gosto dar conta de acontecimentos em simultâneo.


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