Nem tenho como adjectivar o que pensei, que flashes me passaram pela cabeça quando li que uma rapariga curda, 17 anos, foi apedrejada até perder a vida…simplesmente por querer casar com uma pessoa, cuja religião era diferente da sua. Devem pensar: “é uma questão de cultura”. Pode até ser, mas creio que nada justifica um acto selvático desta natureza. Trata-se de uma intolerância sem qualificação. De um acto bárbaro sem nome, cometido por alguém ainda mais ignorante. Querer casar com alguém de uma religião diferente é visto como crime; e apedrejar alguém até ao último suspiro? É o quê? Um acto heróico?

E é religioso - qualquer que seja a conduta religiosa - tirar a vida a alguém? Será que alguma religião protege ou prevê isto? Os princípios-base não serão idênticos a qualquer tendência religiosa? As pessoas que agem como animais irracionais deviam sentir na pele o que é ser apontado como “diferente”. Porque esta pessoa, não só é diferente como humanamente desprezível.

Esta ignorância, faz-nos cair no cliché de que o amor não escolhe idade, etnia, raça… Cliché ou não, continua tão actual, tão intemporal…impossível não usar. Se calhar sou demasiado pueril, mas não subscrevo este género de mentalidade, em pleno século XXI. Todavia, a idade está na cabeça de cada um.

Contra-gosto assisto a estas divergências raciais, étnicas, religiosas e ideológicas, tornando-se detestáveis. 


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