Como em tudo não se pode agradar a gregos e troianos. Há sempre dois um lados: um de gosto e outro de contra-gosto. Com o recém-conquistado Tratado de Lisboa não se vislumbram diferenças e a máxima de as opiniões se dividirem, acontece!

O Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering, diz-se satisfeito com o acordo sobre o novo Tratado europeu obtido na Cimeira de Lisboa. Os líderes europeus concordaram conceder mais um eurodeputado a Itália. Deste modo, para que o limite de 750 deputados estabelecido no projecto do Tratado, os 27 optaram por o Presidente do Parlamento Europeu deixar de contar como deputado, sendo o total de 750 mais um. Para o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que considera este Tratado um “acordo histórico”, «nasceu hoje o novo Tratado de Lisboa. É uma vitória da Europa». Para o ex- Primeiro-ministro, «a Europa sai mais forte para assumir o seu papel no mundo e resolver os problemas da economia e dos seus cidadãos». Obviamente, José Sócrates também se regozija com esta vitória e reforça «com este acordo e com o novo Tratado, o projecto europeu está em desenvolvimento e a Europa pode agora olhar com confiança para o seu futuro».

Para a chanceler alemã, Angela Merkel, este Tratado representa um grande passo no panorama político e Gordon Brown, Primeiro-ministro inglês frisou que o importante, agora, é centrarem-se nos problemas dos cidadãos, destacando «o crescimento económico, o emprego, as alterações climáticas e as questões de segurança».

Por cá, a maioria aplaude a vitória. José Luís Arnaut, deputado social democrata e que preside à Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros sublinha que se trata de um momento histórico para todos nós, advertindo, no entanto, que desconhece o documento da íntegra. Ainda nos meandros do PSD, mas desta feita pela voz do eurodeputado Carlos Coelho, este Tratado “empurra” Portugal para a história da União Europeia pelos melhores motivos.

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, também se orgulha do Tratado , afirmando que «é muito importante a Europa ter ultrapassado o impasse em que vivia nos últimos anos». Felicidade partilhada pela eurodeputada do PS, Edite Estrela, que adiantou «Portugal deixou uma marca indelével, associando desde logo o nome de Lisboa em 2000, na estartégia de Lisboa, e agora com a assinatura do Tratado».

 Como não há bela sem senão… PCP censura o resultado da Cimeira e Bernardino Soares justifica, «reforça a centralidade  de poder nos grandes países europeus e em que Portugal perde capacidade de influenciar as decisões». No jornal “Avante!” o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, faz saber que «o novo Tratado é, em si, uma inaceitável manobra política que visa contornar a vontade soberanamente expressa pelos povos que o recusaram com meras operações de coméstica e de disfarce e evitar assim a realização de referendos». Jerónimo de Sousa, apela, então, que o povo português faça valer a sua opinião a respeito desta matéria através da realização de um referendo.

Miguel Portas, do Bloco de Esquerda não atribui grande relevância ao acordo, enfatizando que a assinatura do documento era «previsível» e remata «o que conta é a palavra final de José Sócrates sobre se há ou não referendo sobre o Tratado em Portugal».

Embora a minha opinião não tenha qualquer relevância, devo frisar que, como cidadã, me preocupa o facto de esta questão poder ir a votos. Penso que o povo português, na sua maioria, não entende a abrangência da temática e se nas eleições legislativas e/ou presidenciais desconhecem o programa eleitoral…o que dizer sobre o Tratado de Lisboa?


1 Response to “Tratado de Lisboa…divide opiniões”

  1. 1 RVN

    foi porreiro, pá. Ou não?

    rvn

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