Um filme a não perder
Publicado por Liliana Fernandes a 16 Janeiro 2007 em Entretenimento.No passado fim-de-semana fui ao cinema. Já sabia que filme ia ver: o mais recente trabalho de Mel Gibson - Apocalypto. Sei que Mel Gibson gosta de surpreender pela excentricidade das suas escolhas. Independentemente das polémicas que os trabalhos suscitam, a realidade é que surpreende o público.
Apocalypto significa “um novo começo” e trata-se de um dialecto maia. No entanto, nas demais entrevistas públicas com o actor e director norte-americano, este defende que as legendas são dispensáveis devido ao ritmo frenético da acção. Falar nesta língua foi intencional. Para integrar este elenco, os candidatos tinham de possuir, pelo menos, dois requisitos imprescidíveis: ter feições indígenas maias e falar maia.
Mais de 1,2 mil pessoas inscreveram-se, mas o papel de protagonista da trama coube apenas a um - Rudy Youngblood.
Jaguar Paw vivia uma vida idílica com a mulher, o filho e membros do seu povo, quando viu o paraíso transformar-se em chamas, aquando uma invasão maia. Por amor, consegue esconder a mulher e o filho, protegendo-os do acto vândalo.
Os governantes deste império (maia), apesar de ser um povo mentalmente mais evoluído, a verdade é que recorria a actos bárbaros em nome dos deuses. Esta civilização acreditava que a chave para abrir a porta da prosperidade baseava-se em duas coisas: construir mais templos e sacrificar humanos.
Jaguar é capturado para ser alvo de um dos sacrifícios. Assiste à morte bárbara dos amigos, mas quando chega a sua hora, o povo maia festeja um eclipse solar. Escapa da tortura, matando um elemento da civilação que lhe queria roubar a vida.
Perseguido por maias, Jaguar inicia uma verdadeira corrida contra o tempo, acalentando a esperança de encontrar a mulher e o filho vivos e salvos. Jaguar não só vence quem o perseguia, como consegue colocar em segurança a família, rumando para “um novo começo”.
Apocalypto consegue transportar o espectador para a realidade do filme. Os efeitos especiais estão exímios e falam por si. Incorrigível megalómano, como Mel Gibson já nos habituou, aguardamos a sua próxima sugestão.
Um fime de gosto para os admiradores dos trabalhos de Gibson e contra-gosto para os mais sensíveis.

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