No passado dia 5 de Dezembro, executivo e parceiros sociais foram os autores de um acto inédito: acordo do salário mínimo nacional (SMN).
Em mais de 30 anos, esta foi a primeira vez que «o SMN resulta da concertação de todos os parceiros sociais», palavras do próprio Ministro do Trabalho, Vieira da Silva, que advertiu «a fixação do SMN é da responsabilidade do Governo». Vieira da Silva ainda se mostrou feliz por «este acordo se inserir numa lógica de evolução a médio prazo».
Para já, o SMN ascenderá aos 403 euros e em 2011 prevê-se que seja de 500 euros. É verdade que se trata de algo inédito e, por isso, deve ser considerado como um grande passo. No entanto, a classe trabalhadora não foi ouvida e é, com certeza, a parte mais interessada. Os vitoriosos falam na quantia de 500 euros como se o valor entrasse em vigor já em 2007. Na realidade, os 500 euros não fazem face às despesas actuais, quanto mais em 2011 quando o nível de vida estará ainda mais caro, mesmo nos bens essenciais!?
Será que o Governo e as entidades patronais conseguiram dirigir as suas casas, famílias e despesas com a quantia de 500 euros?
Portugal está a chegar ao limite de probreza e está cada vez mais parecido com o país que o português Pedro Álvares Cabral descobriu: o Brasil. Porquê? O pobre cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico.
Tratar-se-á de gosto e contra-gosto ou de desigualdade social?


0 Responses to “500 euros, daqui a quatro anos”

  1. No Comments

Leave a Reply