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	<title>Gosto e contragosto</title>
	<link>http://gostoecontragosto.net</link>
	<description>Eu acredito! «A nossa liberdade termina onde começa a dos outros»</description>
	<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 18:00:43 +0000</pubDate>
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		<title>Lei polémica</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 16:01:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ontem, foi notícia o subsídio de maternidade auferido por mulheres que, voluntariamente, praticam o aborto. O decreto-lei foi publicado em Diário da República e o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, afirma que a única alteração &#8220;é o alargamento para o caso das mulheres que não tinham carreira tributiva suficiente para o receber e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Ontem, foi notícia o <a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A03C0A60-0033-4931-890E-C3B8BF6FFDBD&amp;channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF">subsídio de maternidade </a>auferido por mulheres que, voluntariamente, praticam o aborto. O decreto-lei foi publicado em Diário da República e o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, afirma que a única alteração <a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A03C0A60-0033-4931-890E-C3B8BF6FFDBD&amp;channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF">&#8220;é o alargamento para o caso das mulheres que não tinham carreira tributiva suficiente para o receber e a duração temporal que também foi alterada&#8221;</a>. À Rádio Renascença, o ministro justificou: <a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;SubAreaId=39&amp;SubSubAreaId=79&amp;ContentId=251950">&#8220;Os subsídios de maternidade sempre incluíram as situações de aborto, não é nenhuma inovação. Está na lei. Se a lei não incluísse estaria a fazer uma discriminação relativamente a estas situações agora cobertas pelo subsídio social de maternidade. Essa situação está na lei há muitos anos, não é nada de inovador. Não é o mesmo subsídio, tem uma duração temporal diferente, mas todas as situações de aborto são situações que estão cobertas pelo subsídio que está afixado&#8221;</a>.</p>
<p align="justify">Não faço ideia qual é o valor do subsídio. No entanto, recuso-me a aceitar a tese da Associação &#8220;Juntos pela Vida&#8221;, que, à mesma rádio, defendeu que tal fomenta o recurso ao aborto. Pode ser uma visão pueril, mas não quero acreditar que pessoas engravidem propositadamente, já com o intuito de abortar, só para beneficiar deste subsídio! Será que a crueldade chega a tanto? Além disso, se este subsídio for tão &#8220;elevado&#8221; como o de abono de família que nem para fraldas dá&#8230;</p>
<p align="justify">Sei que o CDS-PP já propôs a alteração a esta lei e eu concordo! Se aquele subsídio é facultado para um determinado fim, para despesas resultantes da maternidade e se tal não se verifica por iniciativa voluntária, por que continua a pessoa a usufruir daquele subsídio? Com a interrupção voluntária da gravidez, a mulher interrompe, igualmente, a maternidade; logo não faz sentido que receba um dinheiro para algo que já não se vai concretizar. Chega a ser ofensivo a quem realmente cumpre o objectivo!</p>
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		<title>Paga o justo pelo pecador</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 15:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bem sei que esta notícia já é da semana passada, mas a revolta que ela gerou é intemporal. Por isso mesmo, resolvi aproveitar este tempinho e só agora falar sobre a possibilidade de alguns consumidores (de electricidade) virem a pagar pelo incumprimentos dos restantes.
Ou seja, soube-se que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sugeriu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Bem sei que esta notícia já é da semana passada, mas a revolta que ela gerou é intemporal. Por isso mesmo, resolvi aproveitar este tempinho e só agora falar sobre a possibilidade de alguns consumidores (de electricidade) virem a pagar pelo incumprimentos dos restantes.</p>
<p align="justify">Ou seja, soube-se que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sugeriu que os clientes da EDP lhes pague as dívidas dos seus caloteiros. Outra pérola veio de Bruxelas, que deseja que quem receba chamadas de telemóvel ajude a pagar os custos de interconexão entre operadores e, por isso, passe a pagar por chamada recebida!</p>
<p align="justify">A que estamos a assistir? A uma associação entre poderes político e económico para que seja sempre o &#8220;Zé Povinho&#8221; a pagar a crise! A piada é que na época de lucros, nenhum dos &#8220;iluminados&#8221; destas ideias se lembra de o dividir com os consumidores; já os prejuízos têm de ser divididos! Porque não reunir medidas que obriguem os caloteiros a cumprir os seus deveres? Toda a gente preferia não pagar, mas&#8230; Em vez de beneficiar quem é cumpridor, a solução passa por aliviar a responsabilidades dos que não têm escrúpulos? Começo a concordar com um familiar que diz, muitas vezes: &#8220;o país é dos vigaristas. Dão-se sempre bem na vida!&#8221;. Estas &#8220;preciosidades&#8221; levam-me a concluir que &#8220;o crime compensa&#8221;.</p>
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		<title>De acordo com o CDS-PP</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 09:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não é uma questão política, mas já que a iniciativa é dos populares, tenho de dar a mal à palmatória e dizer que concordo; que concordo que pessoas que tenham cumprido pena por abusos sexuais de menores não possam adoptar crianças. Na lei em vigor, os crimes de pedofilia (continuo a achar que este termo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Não é uma questão política, mas já que a iniciativa é dos populares, tenho de dar a mal à palmatória e dizer que concordo; que concordo que <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/345564">pessoas que tenham cumprido pena por abusos sexuais de menores não possam adoptar crianças</a>. Na lei em vigor, os crimes de pedofilia (continuo a achar que este termo é inadequado a estas práticas, porque, de acordo com inúmeras pesquisas efectuadas e especialistas, a palavra &#8220;pedófilo&#8221; tem por significado &#8220;gostar de crianças&#8221;) desaparecem do registo criminal cinco ou dez anos após o cumprimento da pena.</p>
<p align="justify">Segundo a deputada do Partido Popular, Teresa Caeiro, o que o partido tenciona é <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/345564">«evitar a possibilidade de cancelamento do registo de decisões sobre o crime de maus-tratos e crimes contra a liberdade pessoal, quando a vítima seja menor, ou sobre crimes contra a liberdade ou auto-determinação sexual»</a>. Este é um dos projectos que, na passada segunda-feira, foi apresentado na Assembleia da República, sendo que, no total, são três os projectos de lei de protecção de crianças em risco apresentados pelo PP. Os principais autores da iniciativa são os deputados <a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/16/nacional/cds_quer_impedir_pedofilos_adoptar.html">Teresa Caeiro e Nuno Magalhães</a>.</p>
<p align="justify">Eu concordo e assumo, embora considere que impedir (alegados) pedófilos de adoptar crianças não é a única medida nem é suficiente para zelar pelo bem-estar das crianças. É preciso muito mais para que estejam protegidas. Entendo que deve ser estabelecida uma enorme barreira entre os abusadores e as crianças, mas tal não passa apenas por impedir a adopção. Pessoas que foram condenadas e cumpriram pena por abusos sexuais a menores não deviam ter qualquer tipo de contacto com crianças. Não é preconceito; é a realidade. Aquele indivíduo só poderá, eventualmente, estar próximo de crianças se for submetido a tratamento médico, se quiser tratar-se. A pedofilia é uma doença e, como tal, passível de uma eventual cura e dependente de vontade para tal. Não se controla os instintos e recordo-me de um caso, nos EUA, em que um homem pediu que o condenassem a pena de morte porque, quando saísse da prisão, iria voltar a abusar de crianças. Não defendo que a solução passe pela exterminação; antes por tratamento, quiçá? Deixará um pedófilo de o ser só porque cumpriu X anos de pena?</p>
<p align="justify">Acredito que permitir a adopção por parte de um pedófilo é colocar uma criança em risco, quando, moral e constitucionalmente, é dever do Estado protegê-la e não colocá-la sob a custódia de um pedófilo! E, neste sentido, a actual lei promove esta adopção. Não é legítimo que alguém que está a avaliar um processo de adopção, saiba 10, 15, 20 anos depois, que o pretenso pai adoptivo cumpriu pena por abuso sexual a menores; ou antes deverá confiar a criança sem instigar o histórico da pessoa? Não é, também isto, ser zeloso? E vocês perguntam: e por ter sido pedófilo ou cumprido pena por tal não tem direito a refazer a vida? Sim, tem; mas com a garantia de que não coloca a integridade de alguém em risco. Curou-se durante a prisão? Como?</p>
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		<title>Cavaco em Saragoça</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 09:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O nosso Presidente bem tenta ser coerente no seu comportamentos e nas suas atitudes. Apesar do esforço, nem sempre corre tudo como desejado.
Na inauguração da Expo 2008, em Saragoça, Cavaco Silva foi indagado sobre a gaffe que cometeu quando se referiu ao 10 de Junho como &#8220;o dia da raça&#8221;. Escapou à resposta objectiva, justificando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O nosso Presidente bem tenta ser coerente no seu comportamentos e nas suas atitudes. Apesar do esforço, nem sempre corre tudo como desejado.</p>
<p align="justify">Na inauguração da Expo 2008, em Saragoça, Cavaco Silva foi indagado sobre a gaffe que cometeu quando se referiu ao 10 de Junho como &#8220;o dia da raça&#8221;. Escapou à resposta objectiva, justificando que, por se encontrar no país vizinho, não falava sobre questões internas nem <em>fait divers</em>. O inusitado é que minutos antes, o Presidente da República falou sobre a paralisação dos camionistas e no consenso alcançado com o Governo; depois teceu comentários quanto à perfomance da selecção de Portugal, no Euro 2008.</p>
<p align="justify">Em que ficamos? Cavaco Silva só se encontra fora de Portugal quando abordado sobre determinados temas?</p>
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		<title>Uma reforma em grande!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 15:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Está bonito e leva jeito]]></category>

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		<description><![CDATA[A União Europeia aprovou a extensão das horas de trabalho semanais, sendo que o nosso país não contribuiu para este resultado. A futura lei de trabalho prevê que se possa vir a trabalhar cerca de 65 horas por semana. Não faltava mais nada: ganha-se mal e ainda corremos o risco de as horas semanais de trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A União Europeia aprovou a <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=956407">extensão das horas de trabalho semanais</a>, sendo que o nosso país não contribuiu para este resultado. A futura lei de trabalho prevê que se possa vir a trabalhar cerca de 65 horas por semana. Não faltava mais nada: ganha-se mal e ainda corremos o risco de as horas semanais de trabalho aumentarem? Em que ficamos: os governantes europeus têm de se esforçar um pouco mais para atingir o paraíso do modelo social chinês; ou antes, estamos a assistir à regressão do modelo europeu? Para quem não sabe, mesmo em democracia, estamos muito perto da escravatura.</p>
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		<title>24 horas, exemplo a seguir</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 15:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Esqueçamos o género de jornal e as gralhas (mais do que desejáveis e/ou aceitáveis) que decoram alguns artigos. Já fiz alusão a alguns, mas há que falar bem, quando assim se justifica. O 24 horas pode ter muitos defeitos, mas penso que é ímpar em muitas outras questões, nomeadamente à coerência. Puxam a brasa à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Esqueçamos o género de jornal e as gralhas (mais do que desejáveis e/ou aceitáveis) que decoram alguns artigos. Já fiz alusão a alguns, mas há que falar bem, quando assim se justifica. O 24 horas pode ter muitos defeitos, mas penso que é ímpar em muitas outras questões, nomeadamente à coerência. Puxam a brasa à sua sardinha quando assim tem de ser; mas são os primeiros a reconhecer que erram, quando assim se verifica.</p>
<p align="justify">Por isso, felicito o director do jornal, Pedro Tadeu, pelo editorial da passada sexta-feira. Explica a forma como lida com imagens que envolvam crianças e assume que, de sua iniciativa, o jornal não publica o rosto dos visados, salvo raras excepções: <em>«a excepção é aberta em casos de crianças desaparecidas ou em notícias sobre artistas menores»</em>, escreve (tentei colocar  link, mas a página não aparece no sítio do jornal). Acrescenta, «às vezes, não é assim: por erro, incompetência, ou autorização minha, por entender que a excepção à regra se justifica&#8230;». Este editorial veio a propósito de a ERC ter-se manifestado quanto à divulgação (excessiva) do vídeo da escola Carolina Michaëlis. A Entidade condenou <em>«de modo veemente&#8221; o Correio da Manhã, condenou o &#8220;Expresso online&#8221; e o Sol, reprovou o Portugal Diário e o 24 horas e lamentou a actuação da RTP»</em>.</p>
<p align="justify">Ao contrário de a maioria dos directores, Pedro Tadeu assume o erro, sem justificações absurdas, admitindo: <em>«a ERC tem razão, cometemos um erro, manifestamente involuntário (daí suponho, a simples &#8220;reprovação&#8221;), mas um erro. Um caso que me envergonha»</em>.</p>
<p align="justify">O <em>24 horas</em> serve de exemplo e isto sim, é saber dirigir, sendo o primeiro a assumir o erro. Parabéns!</p>
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		<title>PS cai em contradição</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 14:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há uma coisa que não percebo. Vou tentar ser escorreita na exposição da dúvida, na esperança que alguém me possa elucidar. Ontem, a paralisação dos camionistas fez notícia. Dias antes, a paragem do sector das pescas também esteve na ribalta. Os motivos do protesto são comuns a ambos os sectores: a sucessiva subida do preço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Há uma coisa que não percebo. Vou tentar ser escorreita na exposição da dúvida, na esperança que alguém me possa elucidar. Ontem, a paralisação dos camionistas fez notícia. Dias antes, a paragem do sector das pescas também esteve na ribalta. Os motivos do protesto são comuns a ambos os sectores: a sucessiva subida do preço dos combustíveis, que, como consequência, encarece os custos de produção; a promoção das paralisações tem, na base, o patronato quer de um, quer de outro sectores.</p>
<p align="justify">Razões à parte, o certo é que o PS está com um dilema político. Senão vejamos: há pouco mais de uma semana, foram cerca de 200 mil trabalhadores que se manifestaram contra o Código de Trabalho, reivindicando a anulação da sua revisão. Recorde-se que o novo Código do Trabalho prevê maior facilidade de despedimento, bem como perda de algumas das garantias existentes. Naquele mesmo dia, tanto José Sócrates como o ministro Vieira da Silva anunciaram que não cederiam às pressões daqueles manifestantes.</p>
<p align="justify">Quando os patrões do sector da pesca deram por terminada a paralisação, poucos dias depois, Vieira da Silva recebeu-os, negociou e foi possível chegar a acordo. Pergunto: os patrões dos camionionistas vão pelo mesmo caminho? Isto é, serão igualmente recebidos pelo ministro e, quiçá, firmarão um acordo? Por isso não entendo que espécie de governo, que se assume socialista e de esquerda, nós temos, que cede à pressão na rua dos patrões e, por outro lado, resiste à dos trabalhadores?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Anti-Bush</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 13:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não é embirração minha quando anseio que o mandato de George W. Bush termine já! Como é possível apoiar, defender e gostar de um homem que coloca os seus interesses económicos acima de um bem global? Nem os americanos estão protegidos de um impacto ambiental. Foi recebido na Eslovénia e, na última visita europeia antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Não é embirração minha quando anseio que o mandato de George W. Bush termine já! Como é possível apoiar, defender e gostar de um homem que coloca os seus interesses económicos acima de um bem global? Nem os americanos estão protegidos de um impacto ambiental. Foi recebido na Eslovénia e, na última visita europeia antes do fim do mandato, fez saber que <a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/internacional/bush_recusa_combate_alteracoes_clima.html"><em>&#8220;reduzir as emissões de CO2 prejudicaria a economia americana, para recusar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto&#8221;</em>.</a> </p>
<p align="justify">As alterações climáticas e as negociações para um acordo que substitua o Protocolo de Quioto a partir de 2012 são os &#8220;cabeça de cartaz&#8221; da cimeira que reúne os líderes da União Europeia (UE) e dos EUA. Hoje, Bush deve recusar qualquer reformulação sobre a emissão de redução de gases com efeito de estufa; tudo porque Sua Excelência considera que tal vai colidir com os interesses económicos do país. Quer dizer, para que os americanos não se sintam lesado; há que colocar todos os países em risco! isto extrapola a prepotência. De acordo com o DN, Bush deverá explicar a Durão Barroso e ao Primeiro-ministro esloveno que <em><a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/internacional/bush_recusa_combate_alteracoes_clima.html">&#8220;os EUA só se comprometerão com objectivos concretos se todas as economias, em particular as emergentes, esiverem dispostas ao mesmo&#8221;</a></em>. Bush recusa-se a defender um dos objectivos dos 27 para que a &#8220;sua&#8221; economia não seja prejudicada.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Yes, we can&#8221;</title>
		<link>http://gostoecontragosto.net/artigos-recentes/yes-we-can/2008/06/</link>
		<comments>http://gostoecontragosto.net/artigos-recentes/yes-we-can/2008/06/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 13:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não gosto da política exercida por George W. Bush. Tinha começado o seu mandato há pouco tempo, quando a América sofreu um dos maiores golpes de sempre: o 11 de Setembro de 2001. Nunca se ergueu do ataque; antes adoptou uma postura arrogante, vingativa e unilateral, achando-se acima de tudo, achando-se &#8220;todo o poderoso&#8221;. Incomoda-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Não gosto da política exercida por George W. Bush. Tinha começado o seu mandato há pouco tempo, quando a América sofreu um dos maiores golpes de sempre: o 11 de Setembro de 2001. Nunca se ergueu do ataque; antes adoptou uma postura arrogante, vingativa e unilateral, achando-se acima de tudo, achando-se &#8220;todo o poderoso&#8221;. Incomoda-me essa atitude. Tentou &#8220;abater&#8221; as Nações Unidas, como se fosse uma entidade descartável e reuniu esforços para submeter os seus aliados aos interesses americanos. A meta era ganhar dinheiro, custe o que custasse, sem limites, não mostrando indulgência para com aqueles que lhe tentassem barrar o caminho. Não olhou a meios para atingir fins. Falo-vos, por exemplo, da saga contra o Afeganistão, cuja NATO lhe deu o &#8220;amén&#8221;; e contra o Iraque, que se revelou num &#8220;desastre histórico irreparável&#8221;. Oxalá, o feitiço não se vire contra o feiticeiro e a NATO não sofra com esta parceria. Foram raras as vozes que se uniram contra as duas invasões e o que engrossa a lista de ataques americanos: Guantánamo, Abu Ghraib, além de todos os crimes e violências repetidamente praticados. Só não entendo como um tipo assim arrecada um segundo mandato! Não entendo por que este indivíduo se considera o supra-sumo do mundo, faz o que lhe passa pela real gana e fica incólume. O que é preciso acontecer (mais) para se perceber que Bush é tudo menos inócuo? E o mesmo acrescente-se de todos aqueles que são aquiescentes com as suas atitudes. Porque tem de meter o nariz nos outros países, achando que tudo conspira contra a América? Pensa, por mero acaso, que são todos como ele próprio? Para mim, é, indubitavelmente, o pior presidente que os EUA tiveram. Considerava Saddam Hussein como um assassino em massa, um terrorista. Pergunto: e Bush o que é? As vidas que também ele sacrificou em prol dos seus interesses não são contabilizadas?</p>
<p align="justify">Por tudo isto, admiro Barack Obama e torço para que ganhe as eleições. É a lufada de ar fresco que faz falta aos EUA (e resto do mundo) e, desde o início, afirmo que à final vão ele e McCain. Ganha Obama, ele próprio que, na altura exacta, deu a conhecer o que achava da política de Bush, denunciando o crime da &#8220;guerra preventiva&#8221; desencadeada contra o Iraque. Admiro a lucidez com que discursa, a sua convicção e a forma corajosa com que se faz ouvir. Admito, porém, que os republicanos não aceitarão tão calmamente um negro na Casa Branca; antes fechariam os olhos a uma presença feminina. Na segunda vitória, Obama imortalizou &#8220;Yes, we can!&#8221;, equiparando-se a Martin Luther King que perpetuou &#8220;I have a dream&#8221;. Com Barack Obama é possível retomar o &#8220;sonho americano&#8221;, baseado nas suas grandes referências: Lincoln, Roosevelt, Martin Luther King e John Kennedy. Os temas que defende são a paz, os direitos humanos, o reforço das Nações Unidas, mais emprego, menos desigualdade, redução da pobreza, melhores serviços de saúde gratuitos, melhor educação e defesa de causas ambientais.</p>
<p align="justify">Para a eleição de 4 de Novembro estarão Barack Obama e John McCain, que recebe o apoio do actual presidente dos EUA. Defende a permanência das forças armadas americanas, no país do falecido Saddam Hussein, o tempo que se revelar necessário; Barack, por seu turno, despertou a juventude americana para a política. Em suma, de um lado temos a América conservadora; do outro a progressista. Ganha Barack Obama e, com ele, não só a América sai vencedora, como grande parte do mundo. A sua entrada, na Casa Branca, representa &#8221;uma revolução cultural e política&#8221;, como escreveu Mário Soares, no seu artigo de opinião, no <em>Diário de Notícias</em>. </p>
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		<title>Comemoração marcada por &#8220;gaffe&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 12:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, foi o primeiro dia de comemorações do Dia de Portugal, cuja sede oficial para o efeito é a cidade de Viana do Castelo. Cavaco Silva enalteceu o &#8220;imenso capital social e humano&#8221;, do País, com &#8220;uma história feita de determinação e engenho&#8221;. Sugeriu, ainda, que o país acolha os emigrantes que pretendam regressar, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Ontem, foi o primeiro dia de comemorações do Dia de Portugal, cuja sede oficial para o efeito é a cidade de Viana do Castelo. Cavaco Silva enalteceu o <em>&#8220;<a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/nacional/cavaco_quer_portugal_a_atrair_emigra.html">imenso capital social e humano&#8221;</a></em><a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/nacional/cavaco_quer_portugal_a_atrair_emigra.html">, do País, com <em>&#8220;uma história feita de determinação e engenho&#8221;</em></a>. Sugeriu, ainda, que o país acolha os emigrantes que pretendam regressar, como factor de desenvolvimento para Portugal.</p>
<p align="justify">Até aqui, o discurso corria de feição. Porém, quando se dirigiu aos jornalistas, Cavaco Silva foi, mais uma vez, o mentor de uma gaffe e, desta vez, naa teve a ver com conjugação verbal. Antes, referiu-se ao 10 de Junho como &#8220;dia da raça&#8221;, que nais não é do que o nome oficial deste dia até ao 25 de Abril de 1974! O Presidente da República apressou-se a dizer que não comentava a paralisação de camionistas porque <em><a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/nacional/cavaco_quer_portugal_a_atrair_emigra.html">&#8220;Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas&#8221;</a></em>.</p>
<p align="justify">Quem se insurgiu contra a expressão ditatorial foi o, sempre atento, Bloco de Esquerda (BE), que, através de uma nota enviada aos meios de comunicação social, manifestou a sua &#8220;perplexidade&#8221;, tratando-se de uma <a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/nacional/cavaco_quer_portugal_a_atrair_emigra.html">&#8220;terminologia racista e segregadora do Estado Novo&#8221;</a>. Para repor o significado, que entendem justo para o dia de hoje, o BE afirma que é dever de Cavaco Silva, perante todos, <a href="http://dn.sapo.pt/2008/06/10/nacional/cavaco_quer_portugal_a_atrair_emigra.html">&#8220;esclarecer o que entende ser o espírito do 10 de Junho&#8221;</a>. Esperemos, para ver se assim será!</p>
<p align="justify">Entretanto, pergunto: é desta forma que Cavaco Silva pretende apelar ao interesse dos jovens pela política? Ele que se espantou com a falta de conhecimento de uns e mostrou-se preocupado pela camada jovem não se interessar por política?</p>
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