Quem vê caras não vê corações
Publicado por Liliana Fernandes a 18 Julho 2006 em Insólitos.
No dia 24 do mês passado, o país acordou com a notícia de um “serial killer”, em Santa
Pelo contrário, o deste ano tem nome, função e rosto. Chama-se António Costa (foto superior, retirada do jornal CM) e é reformado da GNR. Antes de mais, importa saber o que é um “serial killer”? A resposta não tarda. “Serial killer” é a definição dada a alguém que comete três (ou mais) homicídios durante um determinado tempo. No entanto, os homicídios são, na sua generalidade, intercalados com períodos ditos calmos. Estes crimes costumam estar associados a uma componente de natureza sexual.
O “Tói”, como é tratado pelos amigos, é uma figura respeitada por todos em Cabecinha de Rei, Santa Combadão. Este Cabo da GNR tirou a vida a três adolescentes e, possivelmente, preparava-se para “atacar” quantas mais pudesse. Aproveitava-se da imagem de Guarda, de bom vizinho, para chegar até à “presa”.
A preocupação e angústia das famílias por não saberem das jovens, depressa foram substituídas pela revolta. Ninguém queria acreditar que o “devoto” a Deus, fosse o autor de tamanho acto. O Cabo Costa ia todos os Domingos à missa, imagine-se fazer o quê!
As vítimas eram amigas e vizinhas. Todas da mesma faixa etária. O Cabo Costa fez parte da equipa da GNR responsável pelo programa “Escola Segura”. Amigo e vizinho das vítimas, a sua casa ficava entre as casas das jovens e as escolas que frequentavam. Era, por isso, um percurso obrigatório e diário para as adolescentes. O pretexto necessário para que António Costa realizasse o que tinha em mente. Tudo começava com uma simples boleia para casa.
As jovens de nada suspeitavam. Afinal, tratava-se de um homem bem visto na terra, vizinho, amigo e que dava a cara pela “Escola Segura”. Viam-no como um chefe de família: casado e com dois filhos (um emigrante e outro GNR). No entanto, o que as jovens desconheciam era que estavam perante um homicida. Pouco esperou para lhes “roubar” a vida. As adolescentes eram levadas para parte incerta e quando se apercebiam do perigo, já não havia nada a fazer. O GNR assassinou-as, abandonando os corpos. A PJ acredita que os três homicídios foram previamente planeados e que não tardava a acontecer outro. De acordo com a mesma polícia, este género de homicidas náo param até lhe ser colocado um “travão”.
Podia continuar aqui a escrever e descrever pormenores sobre este episódio bárbaro. Mas não vou fazê-lo. Todavia, interessa referir que este homem já é apelidado de psicopata. A comprovar-se, a defesa (como lhe compete) poderá invocar insanidade mental (embora o alegado homicida tenah de ser submetido a exames clínicos) e pouco ou nada acontecerá ao homem, que oferecia ajuda às famílias das vítimas, incluindo para procurar e encontrar as jovens. Religioso, ia à missa e a Fátima com os familiares das “desaparecidas”. Iria comungar? Possivelmente, enquanto as famílias pediam notícias rápidas das jovens, ele suplicava para que tal não acontecesse. Afinal, a sua imagem desfazia-se e, o mais provável, era nunca mais ter o respeito dos populares, que o tinham “como uma jóia de pessoa”. Se tudo isto já é tão macabro, imaginem se se comprova a violação antes do homicídio?
É assim. Matou, poderá ser “rotulado” como doente mental e ficar impune como se tivesse passado num sinal vermelho.
Aos olhos do ser humano, que se rege pelo senso comum, dando voz às emoções, a lei é ingrata, injusta e está para além da compreensão do gosto e contra-gosto de qualquer um de nós.
Olá amiga! Finalmente, revelas-te ao mundo… ;)Gostei muito do teu blog. Fico à espera de mais. Kiss
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Depende, se o sr. anónimo se sentir intimidado pode ser para chorar.