Aprender a troco de dinheiro?
3 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 6 Agosto 2008 em Artigos recentes.As medalhas que simbolizavam ser bom aluno ou o orgulho de pertencer ao quadro de honra da escola vão dar lugar a…500 euros! Li no Público deste fim-de-semana. E se outras medidas demoram a ser colocadas em prática, esta entra em vigor já no próximo dia 12 de Setembro, atribuindo aos melhores alunos do secundário esta quantia.
Não concordo! Esta medida deturpa os valores que a escola deve distinguir. Transmite a ideia que se deve ser bom aluno apenas por dinheiro e não por gosto ou simples aptidão, por exemplo! E como será encarada esta medida no seio de uma família pobre? A criança vai sofrer uma forte pressão, sentindo o peso de ter de levar dinheiro para casa, dependendo apenas do seu desempenho escolar!
Creio que em vez de criar cidadãos conscientes e intervenientes na sociedade, estão a formar pessoas que, no futuro, não darão “ponto sem nó”. Não farão nada por prazer, mas sempre em troca de qualquer coisa.
Estas ideias devem surgir quando os governantes estão fechados num gabinete, o ar condicionado que mal se dá por ele e, claro, pagos por nós. Chama-se a isto educar e formar, senhora ministra da Educação? É desta forma que pretende estimular os alunos para a escola?
Paris Hilton reage à campanha contra Obama
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 6 Agosto 2008 em Artigos recentes.Paris Hilton não gostou que o candidato republicano à Casa Branca usasse a sua imagem, sobretudo para o fim que foi, e não ficou quieta. Foi assim, que respondeu a John McCain: http://www.funnyordie.com/videos/64ad536a6d
Não é a primeira vez que o republicano John McCain lança anúncios publicitários, denegrindo a imagem do seu adversário Barack Obama. Desta vez, compara o democrata a Britney Spears e Paris Hilton e tal pode ser visto neste endereço http://br.youtube.com/watch?v=MN2z95IhC5E
Convenhamos que isto é tudo menos campanha política. Chama-se deslealdade, contra-campanha… Porque não aproveita esses anúncios para divulgar o seu programa eleitoral? Porque não dá a conhecer as soluções para o país ao qual se está a candidatar?
O problema dele chama-se o que em bom português se designa por “dor de cotovelo”. Sabe que Obama é melhor preparado do que ele, prende a atenção de todos quando fala e tem uma estratégia eleitoral bem delineada. Não precisamos de fazer uma grande viagem para perceber isto. Basta reportarmo-nos à recém-visita à Europa e Médio Oriente. Iniciou-a pelo Afeganistão, e bem. Porque, nesta guerra, a retirada é mais melindrosa, complexa, visto ter tido o aval das Nações Unidas e ter contado com a intervenção da NATO. Seguiu-se o Iraque, onde frisou, mais uma vez, a retirada das tropas americanas em 16 meses, prometendo devolver a paz ao país.
Em Berlim, fez história. Fê-la quando se tornou no candidato à presidência americana, mais novo, a discursar fora dos EUA; e consagrou-a, reunindo 200 mil apoiantes na capital alemã, que assistiram a um discurso nitidamente dirigido para os europeus. Recorde-se que pediu aos aliados europeus para “ajuda a América” num “mundo multilateral, sujeito a enormes desafios”, tendo como intenção “retomar a missão pioneira da América, com humildade, reforçando o papel das Nações Unidas, como instância necesséria à paz, e as relações transatlânticas, sem impor nada, mas negociando os consensos alargados necessários”.
Em Paris, advertiu o Irão não escondendo que luta por um mundo “desprovido de armas nucleares”. (Permitam-me um àparte: a pressão que os EUA estão a fazer sobre o Irão, relativamente ao desarmamento nuclear, dá vontade de rir, vindo de um país que protagonizou a explosão de uma bomba atómica). No seu discurso, não esqueceu, ainda, “de insistir nos problemas ecológicos, nas alterações climáticas e na necessidade de ir além dos Acordos de Quioto, que Washington não subscreveu até agora”. Tal poderá ter um sentido político, se tivermos em conta a sua aproximação ao partidário Al Gore, em termos da escolha do seu vice-presidente.
A visita de Obama ao Médio Oriente e sobretudo à Europa foi redundante face ao já conhecido: o elevado número de apoiantes não só na América como na Europa, onde já se ficou a saber que caso os europeus pudessem votar, Barack já estava na Casa Branca.
Declaração inocente?
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 1 Agosto 2008 em Artigos recentes.Li hoje no Público que, ontem, o presidente dos EUA, George W. Bush, admitiu pela primeira vez e de forma directa, que até ao final deste ano poderá anunciar a retirada das tropas americanas do Iraque. Tal, deve-se a uma diminuição da violência no país e, por isso, “o Presidente dos EUA anunciou ainda que os soldados verão as suas comissões encurtadas - dos 15 meses actuais vão passar a rodar a cada 12 meses, como acontecia até a situação se ter deteriorado, no início de 2007″.
A minha questão é: não será esta uma manobra estratégica para a campanha de John McCain? Ou seja, Bush apoia McCain que já fez saber que tenciona prosseguir com as medidas do antecessor. Bush sabe que a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque é uma medida que Barack Obama tem anunciado, caso ganhe a presidência, e sabe que tal tem sido bem recebida pelos apoiantes. Logo, se anunciar esta retirada até ao final do ano (e aposto que bem próximo das eleições) e sendo que McCain pretende seguir a sua política, pensa Bush que, deste modo, o republicano conquista mais alguns votos, equiparando-se a Obama neste aspecto?
Manuel Pinho a dobrar
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 1 Agosto 2008 em Artigos recentes.Déjà vous… Ontem, li a entrevista do ministro da Economia, Manuel Pinho, à revista Sábado e, apesar de a Visão ter saído também ontem, só hoje lhe dediquei tempo. E deparei-me com mais uma entrevista de Manuel Pinho. Porque terá o ministro concedido estas duas entrevistas a revistas concorrentes e publicadas no mesmo dia? Li a da Sábado e fiquei presa pela forma como começou: “O ministro da Economia não gostou desta entrevista”. Quanto à da Visão…só a chamada de capa me motivou este artigo: “Governo vai oferecer 4,5 milhões de lâmpadas“. Já lá iremos. Antes, dizer que a entrevista da revista Sábado se incidiu sobre a crise que o país está a atravessar, enquanto a da Visão se reporta mais ao tema das energias renováveis.
Apesar de reconhecer a importância do tema para o país, não me consigo alienar da chamada de capa. Mais parece a Santa Casa da Misericórdia: computador a preço de amigo, negócios anunciados com Angola, Líbia e país de Hugo Chávez e lâmpadas de graça! Como disse um colega meu: “o Valentim Loureiro, quando estava em Gondomar, foi criticado por ter dado electrodomésticos às pessoas, com isto já ninguém diz nada!”.
Utilizei este argumento com uma pessoa que me respondeu: “Os electrodomésticos são mais caros do que as lâmpadas”. Também não deixa de ser verdade. Mas esta boa vontade em período que se pode já considerar de pré-eleitoral é passível de desconfiança, não? Tratar-se-á de uma estratégia? Como diz o ditado, “quando a esmola é muita…”.
Karadzic…na muche!
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 31 Julho 2008 em Artigos recentes.No artigo que escrevi hoje sobre o ex-líder dos sérvios da Bósnia, sublinhei que Karadzic poderia optar pelos 30 dias de silêncio a que tem direito. Bingo! Foi precisamente esta a escolha do ex-líder, que enfrentará nova audiência no dia 29 de Agosto.
A (in)esperada intervenção de Cavaco
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 31 Julho 2008 em Artigos recentes.A expectativa era grande e foi alimentada ao longo do dia. As pessoas pareciam estar num jogo e quase que se faziam apostas. Chegada a hora…fiquei sem perceber por que foi necessário esperar pelas 20 horas para dizer o que disse!
Não minimizo a importância do assunto, mas penso que tanta expectativa era desnecessária.
CPLP por Mário Soares
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 31 Julho 2008 em Artigos recentes.Não podia estar mais de acordo sobre a CPLP e a importância desta para o nosso país. Por isso, aconselho a leitura do artigo de opinião de Mário Soares que, entre outras temáticas, aborda a da CPLP. O artigo foi publicado no jornal Diário de Notícias, do passado dia 29 de Julho.
Rendimento Social de Inserção atribuído indevidamente
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 31 Julho 2008 em Artigos recentes.Não é surpreendente! Uma em cada seis famílias, que aufere do Rendimento Social de Inserção (RSI), recebe-o indevidamente. A minha questão é: o controlo e posterior atribuição deste rendimento não deveria ser mais eficaz? Para que serve, então, a enorme burocracia envolvente, se, depois, se verificam casos flagrantes de pessoas a quem este subsídio ajuda apenas à aquisição de luxos! Como é possível isto acontecer? Avaliação mal feita? Falsificação de dados? E para que serve o cruzamento dos mesmos? Qual a vantagem, afinal? Sabem o que mais me indigna nesta situação: é imaginar que, muito provavelmente, uma família realmente necessitada não recebeu este rendimento em detrimento de outra que, pouco escrupulosa, conseguiu o rendimento. Tanto quanto sei, a fiscalização é realizada por equipas do Instituto de Segurança Social (ISS), logo esta tem a obrigação de filtrar tudo o que recebe.
Esta situação traz-me à memória as bolsas de estudo atribuídas no ensino superior. Recordo-me que na minha primeira candidatura, a senhora dos serviços sociais deu-se ao trabalho de recuperar os processos das minhas irmãs (uma nove anos mais velha do que eu e a outra seis, logo tinham terminado o curso muitos anos antes de eu ter entrado na faculdade) e comparar com os documentos que eu apresentava. Sendo que as perguntas feitas são de uma elevada humilhação e falta de sensibilidade para tratar com assuntos daquela natureza. Isto para dizer o quê? Que havia pessoas, que tinham dificuldades financeiras para custear o curso, e recebiam quantias irrisórias de bolsa; e outras, cujos pais tinham talhos e outros tantos bens e uma situação económica desafogada, chegavam a auferir o máximo de bolsa e ir de carro para a faculdade. Indignei-me e a senhora disse: “se sabe desses casos deve denunciá-los”. Ao que respondi: “afinal o que é que a senhora está aqui a fazer?”. Ainda se indignou porque tinha telemóvel e estava a candidatar-me à bolsa!
Radovan Karadzic ouvido hoje
1 comente Publicado por Liliana Fernandes a 31 Julho 2008 em Artigos recentes.Apesar de o julgamento só acontecer dentro de alguns meses, hoje, o antigo líder dos sérvios da Bósnia vai ouvir as 11 acusações pelas quais terá de responder no Tribunal Penal Internacional para a Jugoslávia (TPI-J). Esta tarde Karadzic terá de responder à pergunta se é culpado ou inocente, sendo que o réu poderá manter-se em silêncio durante 30 dias, sobretudo se tivermos em conta que o recém-capturado tenciona gerir a sua própria defesa.
Recorde-se que Radovan é acusado de crimes contra a humanidade, genocídio, crimes de guerra, entre outros, durante o período entre 1992 e 1995 - guerra da Bósnia. As acusações reportam-se, com maior incidência, ao massacre de oito mil muçulmanos em Srebrenica e o cerco de Sarajevo.
No entanto, este ainda não o passo fulcral para que a associação da Sérvia à União Europeia (UE) se verifique a breve trecho. Para que esta se torne numa realidade a médio prazo, a presiência francesa da UE já fez saber que é imprescindível a captura do chefe militar de Karadzic - Ratko Mladic - bem como a do antigo responsável dos sérvios da Croácia, Goran Hadzic. Não esquecer que o comportamento de Belgrado, vital para a integração da Sérvia na UE, vai ser avaliado no próximo mês de Dezembro, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Voltando a Radovan Karadzic…é de sublinhar que a sua detenção pode ser interpretada de duas formas: por um lado contribui para que o TPI recupere alguma credibilidade; por outro alerta para a fragilidade que ainda se faz sentir nos Balcãs, podendo desencadear num novo conflito, devido a mal-entendidos políticos da Europa. A Jugoslávia de Tito é, hoje, parte da história, tendo dado lugar a diversos países, sendo que alguns alcançaram a sua independência sob sangue e violência. Belgrado tem vindo a perder poder e importância, adivinhando-se que ficará confinada à simples designação de capital da Sérvia, a quem, dizem os nacionalistas, lhe roubaram o coração: Kosovo. Recorde-se que a declaração unilateral de independência do Kosovo foi feita sem grandes problemas, mas ainda não foi reconhecida pelos 27, incluindo Portugal. E, neste campo, urge uma atitude da Europa sob pena de que aqueles que se sentiram ultrajados com a independência, não usem a captura de Radovan “para capitalizar internamente a perda em causa, provocando novo conflito”. Em suma, a Europa deve reunir esforços no sentido de Karadzic não passar além daquilo que é: alguém que se socorreu da violência.