Sintonia das palavras
Entrelaço-me nas lembranças
Que desaguam na vontade de te
Ter enroscado nos meus braços.
Uma vontade de que fico refém;
Uma vontade que rasga pudores,
Se despe de preconceitos e é
Célere no teu encontro.
Uma vontade que implora que
Sorvas o suor que, em gotas de mel,
Espelha o desejo que os teus olham me lançam.
Uma vontade que nem sente a
Sombra de te ter perto.
Uma vontade esmagada
Pela tua ausência.
Uma vontade que grita em surdina,
Traduzida em gestos que choram
Por te querer e não te ter.
Indescritível é o
Gozo
Unico que
Ambos
Libertamos no
Momento em que nos
Enleamos,
Nos
Tocamos
Enfurecidamente.
Inspiras-me! O meu corpo treme
Só de pressentir a tua lembrança.
Quero-te agora, neste minuto… Parar
O tempo e ensurdecer o mundo com
A voz dos nossos gemidos.
Quero as tuas mãos a procurarem-me,
Passearem-me numa fúria sem limites,
Que rasga caminho à vontade de nos amarmos.
Quero sentir o teu sexo penetrar no meu,
Enquanto os nossos olhares se fixam, amando-se.
Quero a tua língua a refrescar o meu corpo e os
Meus seios que se erguem ao deslizar do teu toque.
Quero que desvendes os meus segredos,
Sacies o meu desejo, que me embales ao
Compasso das tuas vontades e que
O teu olhar espelhe a bravura do
Nosso orgasmo sentido a uma só voz.
Senti-te ou sonhei?
Ouvi o som das emoções.
Escutei o teu desejo… À medida
Que me desnudavas, compúnhamos
O verbo que nos cobre.
Vi a sede com que me devoravas,
Respirei o cheiro com que perfumavas a minha pele.
Saboreei a sofreguidão com que me amavas.
Toquei no teu sexo sequioso do meu;
Degustei-o e deixei-me embalar
No sonho de te ter dentro de mim!
Os meus seios içam ao
Ritmo que o teu sexo cresce.
Calas a sede de te querer, penetrando-me.
Encetas uma avalanche de sentires e,
Juntos, compomos o hino do desejo.
Enquanto a tua respiração ofegante delata
Prazeres inconfessáveis, sussurrando
No meu ouvido, eu deslizo poemas
De saliva no rascunho do teu corpo.
O significado do verbo que inspiras
Traduz a língua dos teus gestos
Em convulsões de sentidos.
Poemas que se refugiam no perfume da tua pele;
Poemas cunhados no altar do teu corpo, ostentando-o;
Poemas que confessam intenções de “pecado”;
Poemas que invocam a linguagem do desejo;
Poemas que testemunham a fúria de te sentir;
Poemas que falam a língua do meu beijo…sem tradução!
Mais do que ontem e muito menos do que amanhã
0 comentários Publicado por Liliana Fernandes a 25 Fevereiro 2008.Amo-te mais do que ontem e
Muito menos do que amanhã!
Uma frase feita que é o rosto do meu sentimento…
És o meu doce pecado, que me faz
Perder nas lembranças que me guiam até ti.
Os meus olhos fecham-se. Unem-se. As pestanas
Tocam-se, namoram-se e cerram-se
Para não fugires de mim.
Quero-te mais do que ontem e
Muito menos do que amanhã!
Os meus lábios sorriem e só se
Calam com o silêncio dos teus beijos.
Faço do teu corpo o meu altar de salvação
E vergo-me diante da devoção de te desejar
Mais do que ontem e muito menos do que amanhã!
A tua lembrança roça-me.
Descobre o meu sorriso, que
Se rasga quando te recorda.
Desnudas-me com a pujança do teu olhar.
Não me resto quando me
Perco no toque que os teus
Dedos vincam no mapa do meu corpo.
Desvendas sentires. Despes sentimentos.
Penetras o teu olhar no
Desejo que o meu brota por ti.
Chama por ti. Clama pelo teu corpo.
Anseio que os teus braços me acordem.
Que os teus beijos desinquietem os meus seios
Que se erguem ao pressentir o teu cheiro.
As tuas mãos deixam-os cheios, firmes
Quando elas os beijam despercebidamente.
A suavidade dos teus dedos perfuma-os,
Apertando-os e saciando o desejo desperto.
A tua língua soletra vontade, saboreia-os,
Humedece-os, eriça-os, dá-lhes forma e eles
Vestem as tuas mãos que neles se encaixam;
Afaga-os com doçura, brinca com eles…que são teus.
Perdi o norte quando a tua língua
Segredou com o meu sexo húmido.
Confidenciou-lhe as saudades do meu sabor.
O teu sexo endurecido e nervoso beijou
O meu lenta e profundamente. Dançou,
Roçou e deslizou na concupiscência que libertávamos.
O tempo avançava ao ritmo dos uivos de prazer
E a lua resplandecia com o fixar do nosso olhar.
O meu corpo vestiu-se das tuas mãos, língua,
Boca que lhe tocavam, sorriam e lambiam,
Degustando todos os seus relevos num desejo
Desmesurado onde me perco descontrolada.
Sinto o que me percorre, suga os
Brandos soltos que me provocas e
Deslizam pelas minhas pernas trémulas.
E tudo…enquanto em mim o sol brotava e
Pingava em ti a alvorada.
Reacendeste o que parecia inerte.
Senti-te mais do que a tua fúria deixou transparecer.
Percebi que te afastar de mim é abrir
Caminho à infelicidade de que me proteges.
Deliciei-me com o tactear das tuas mãos
Gulosas, ansiosas, apressadas que
Denunciam sofreguidão e curiosidade.
Connosco não há pressa; apenas vontade,
Ânsia, desejos que expulsaram o espreitar da vergonha
E segredaram que o que nos une é
Tão mais forte do que as “regras” podem ditar.
Apenas quereres, sentires, paixões,
Emoções, afectos e amor.
O silêncio quebra-se com o gemer da tua voz,
Com a sede da tua boca que se cala ao sorrir
Nos meus beijos molhados; com a tua língua
Aflita que me saboreia pelas linhas do meu corpo
E inunda-me com o mel da tua saliva.
Ensurdeço com os gemidos de prazer que
O teu corpo ecoa e se mistura ao suor do meu
Que por te amar transpira arrepios quentes
E abraçados num só corpo: nós.
A musicalidade dos teus gestos compõe
Os sonhos paridos do prazer que me acendes.
Contigo sinto sempre que cada vez é a primeira
Do verbo que conjugamos num só gemido.
Contigo sinto-me única, desejada, amada…especial.
Sinto-me “a” por tudo o que tem o cunho do teu sabor:
Pelo cheiro que me espalhas; pelo olhar que me lanças;
Pela ferocidade com que me degustas; pelas palavras que me soletras;
Pela erecção dos meus sentires e por ti dentro de mim.