Filosofia de ti
Publicado por Liliana Fernandes a 12 Setembro 2007.Faço deste amor o lema a seguir,
A causa a defender
E a bandeira a erguer.
Amar-te é o meu juramento.
Protejo-o com a mesma garra
Com que uma mãe defende a cria,
Como a acolhe das tempestades súbitas,
Das maldades mascaradas de ternura,
Das violências disfarçadas de mimos,
Dos sorrisos que lentamente nos mordem,
Ensinando-lhe que o mundo tem espinhos
Que ferem à distância de um relance.
Quero-te perto de mim! Sinto a tua
Lembrança regar-me de sede de ti;
Sinto o meu corpo transpirar de prazer, quando
Levitas o teu toque, contornando-me de sentires.
Domada pela bravura de te querer, torno-me
Aquiescente das sensações que me semeias e
Entrego-me à firmeza com que os teus lábios,
Docemente, se vestem dos meus.
Cerro os olhos para não fugires de mim,
Aperto a mão para guardar o teu cheiro,
Repouso o meu coração na vontade de te devorar,
Refugio-me no teu perfume, que me penetra,
Enrosco-me no sabor com que pintaste a minha boca,
Enrolo-me no rasto do aroma da lascívia que libertas,
Esbanjo brilho com o sorriso que me desenhaste
E desejo-te ao ritmo dos gemidos
Paridos pela música do teu olhar.
Gemidos ancorados ao prazer que
Espalhas no mapa do meu corpo
Desnudado pela vontade de te sentir.
Quem nunca perdeu um encontro,
Não sabe que o desencontro, tangente ou distante,
É um ponto, na névoa, que vai desaparecendo,
Mas não se extingue enquanto teimarmos em vê-lo brilhante.