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	<title>Comentários em: Sentidos</title>
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	<description>Eu acredito! «A nossa liberdade termina onde começa a dos outros»</description>
	<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 16:40:37 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Ricardo</title>
		<link>http://gostoecontragosto.net/sintonia-das-palavras/sentidos/2008/03/#comment-257</link>
		<dc:creator>Ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 00:40:00 +0000</pubDate>
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		<description>Acordo sem o contorno do teu rosto na
minha almofada, sem o teu peito liso e claro
como um dia de vento, e começo a erguer a
madrugada apenas com as duas mãos que
me deixaste, hesitante nos gestos, porque os
meus olhos partiram nos teus.

E é assim que a noite chega, e dentro dela
te procuro, encostado ao teu nome, pelas
ruas álgidas onde tu não passas, a solidão
aberta nos dedos como um cravo.

Meu amor, amor duma breve madrugada
de bandeiras, arranco a tua boca da minha e
desfolho-a lentamente, até que outra boca -
e sempre a tua boca - comece de novo a nascer na minha boca.

Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos
pássaros, encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e
perguntar o que aconteceu.

É de uma selecção minha...espero que gostes. É de Eugénio de Andrade. Talvez um dia te mostre os meus.

Gosto da leveza e despudor com que descreves a paixão e o desejo. É tão sentido e visceral que se torna inocente.
Gostei muito, adorava sentir-me assim leve outra vez...Hei-de chegar lá!!!

Bjinhos grandes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo sem o contorno do teu rosto na<br />
minha almofada, sem o teu peito liso e claro<br />
como um dia de vento, e começo a erguer a<br />
madrugada apenas com as duas mãos que<br />
me deixaste, hesitante nos gestos, porque os<br />
meus olhos partiram nos teus.</p>
<p>E é assim que a noite chega, e dentro dela<br />
te procuro, encostado ao teu nome, pelas<br />
ruas álgidas onde tu não passas, a solidão<br />
aberta nos dedos como um cravo.</p>
<p>Meu amor, amor duma breve madrugada<br />
de bandeiras, arranco a tua boca da minha e<br />
desfolho-a lentamente, até que outra boca -<br />
e sempre a tua boca - comece de novo a nascer na minha boca.</p>
<p>Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos<br />
pássaros, encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e<br />
perguntar o que aconteceu.</p>
<p>É de uma selecção minha&#8230;espero que gostes. É de Eugénio de Andrade. Talvez um dia te mostre os meus.</p>
<p>Gosto da leveza e despudor com que descreves a paixão e o desejo. É tão sentido e visceral que se torna inocente.<br />
Gostei muito, adorava sentir-me assim leve outra vez&#8230;Hei-de chegar lá!!!</p>
<p>Bjinhos grandes</p>
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